sábado, 24 de setembro de 2011

Doença Arterial Aterosclerótica Periférica e Claudicação intermitente

A doença arterial periférica (DAP) devido a uma oclusão aterosclerótica da circulação arterial para os membros inferiores é parte de um distúrbio sistêmico de aterosclerose que afeta outras circulações importantes. A doença pode inicialmente ser assintomáticae, então, manifestar-se como claudicação intermitente ou isquemia grave crítica das pernas.
Epidemiologia: A incidência de cluadicação intermitente em homens varia de 6/10000 aos 30-44 anos para 61/10000 aos 65-74 anos. Em mulheres, a incidência varia de 3/10000 aos 30-44 anos para 54/10000 aos 65-74 nos. A forte associaçãoà aterosclerose na circulação coronariana e carotídea colocam o paciente com DAP sob alto risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais.
Fisiopatologia: A aterosclerose na circulação periférica tem uma fisiopatologia semelhante à da aterosclerose coronariana. O significado hemodinâmico da estenose arterial periférica é função não somente do percentual de estenose, mas também da velocidade de fluxo através da lesão. Com o exercício em um membro normal, a velocidade de fluxo pode aumentar em ate 150 cm/s. A estas velociades de fluxo aumentadas, uma estenose de aproximadamente 50% torna-se hemodinamicamente significativa no paciente com DAP. Portanto, pacientes com claudicação apresentam um fluxo normal para o músculo esquelético em repouso, mas um fluxo acentuadamente prejudicado para satisfazer as demandas metabólicas com o exercício.
Índice Tornozelo Braquial: Pressão arterial sistólica no tornozelo/pressão arterial no braço. Interpretação : > 1,3 - Não compreensível; 0,91 a 1,30 - Normal; 0,41 a 0,9 - Doença arterial periférica branda a moderada; 0,00 a 0,4 - Doença arterial periférica grave.
Um paciente com claudicação pode ter uma ITB normal em repouso e reduzida após exercício.
Manifestações clínicas: A insuficiência arterial crônica do MI causa dois tipos característicos de dor: claudicação intermitente e a dor isquêmica em repouso, frequentemente com ulceração e grangrena. A claudicação pode afetar a nádega e a coxa, a panturrilha e/ou o pé. Caracteriza-se por câimbras e dolorimento do músculo afetado. O desconforto desenvolve-se apenas durante o exercício e aumenta progressivamente com a caminhada. O desconforto é aliviado rapidamente pelo repouso. Pode ser uni ou bilateral.
Diagnóstico

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